Só depois de ser preso, Paulo soube que, na verdade, o homem atingido na perna era um sargento da Rotam. Então passou a negar o envolvimento. “Eu sou trabalhador. Trabalho numa estância, vocês podem ir lá confirmar”, se defendeu.
O suspeito não sabia, mas enquanto tentava se explicar, a Rotam já procurava na rua Honório José dos Santos, Jurunas, por um suspeito, que tentou se esconder na casa da família, mas acabou capturado e confirmado a participação.
“A gente ia roubar um cara que ia passando, e quando a gente se espantou um cara já chegou atirando, mas a gente não sabia que era um sargento da Rotam”, confessou Diogo Rodrigues, 18 anos.
Diogo, quando questionado quem teria atirado contra o policial, hesitou em delatá-lo para a imprensa. “Fala, meu filho, se não vão jogar na tua costa algo que você não fez”, recomendou a mãe dele. No entanto, o suspeito disse que não declararia quem atirou para os jornalistas, apenas para os policiais.
“Meu lance é com a polícia, não é com a imprensa”, argumentou.
Ao chegar na delegacia, Diogo confirmou a participação de Paulo Leônidas, complicando a situação do rapaz que teria tentado enganar a polícia. O cabo Gonçalves, da Rotam, informou que a polícia ainda não tem certeza de que foi mesmo o terceiro suspeito, ainda foragido, que teria atirado no sargento Rocicley, que apesar do tiro na perna, passa bem no Hospital Saúde da Mulher, em Belém.
Diogo e Paulo foram autuados em flagrante por tentativa de assalto e tentativa de homicídio na Seccional da Cremação. (Diário do Pará)
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